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Venda online de música cai, enquanto mídias físicas batem recorde

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Um relatório apresentado pela Recording Industry Association of America (RIAA) mostrou uma análise do primeiro semestre deste ano para as vendas da indústria musical nos Estados Unidos.

A venda de vinis teve o maior aumento de vendas no setor, com US$ 467 milhões em vendas, um valor quase duas vezes maior do que no ano anterior, o que representa dois terços do mercado de mídias físicas.

Um dos motivos do resultado ser impactante é a questão pandêmica, que afetou diretamente o setor, com o fechamento de muitas lojas e impossibilitou a realização do “Record Store Day”, uma data tradicional do mercado de discos, com ações realizadas em lojas mundialmente.

Os CDs também tiveram uma boa performance de vendas, com um crescimento de receitas de 44%, chegando a US$ 205 milhões em vendas, abocanhando o outro terço do mercado de mídias físicas. Contudo, o valor ainda é 19 % menor do que o mesmo período de 2019.

No total, as mídias físicas são responsáveis por 10% de todo o mercado fonográfico, que é dominado pelo streaming, dono de 84% das receitas do mercado norte americano, e que teve um faturamento de US$ 5,9 bilhões.

A principal fonte são as assinaturas, que somaram, sozinhas, US$ 4,6 bilhões, enquanto o restante do faturamento veio através de anunciantes.

Entretanto, enquanto o streaming domina o mercado, a venda de música online vem caindo ano após ano. A venda de downloads de faixas e álbuns digitais caiu 4% e representa apenas 5% do mercado atualmente.

BOA NOTÍCIA

Um dos fatores interessantes nesse crescimento é a adesão do público jovem ao formato físico, o que pode ser uma ótima notícia para quem produz música.

No fim de julho, o novo disco da cantora americana Billie Eilish vendeu 73 mil cópias em vinil em sua semana de lançamento. Esse fato mostra o engajamento do público mais novo ao formato antigo. Isso pode agregar para outros artistas, já que a experiência vem junto com a ideia de colecionar, onde materiais novos e diferentes chamam a atenção do público.

Assim, para artistas independentes que vêm solidificando suas carreiras, a ideia de pensar em mídia física para agregar nos ganhos da banda pode ser um passo acertado. Pense nisso para seus próximos lançamentos!

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